Publicado em 5/2/2010, 12:15 am
Abrir a torneira e não encontrar água está se tornando comum na casa da secretária Jussara Guerra. Segundo ela, há cerca de quinze dias os problemas de abastecimento começaram na Rua Alberto Teixeira da Cunha, Nossa Senhora de Fátima, e foram intensificados após o dia 25 do mês passado. Jussara afirmou que a Companhia Estadual de Águas e Esgotos (CEDAE) tem conhecimento do problema e nada foi feito até agora para solucionar a questão.
A moradora disse que há uma semana não chega água na caixa d’água devido à baixa pressão e, da última vez, a água veio por apenas 30 minutos. Ela está tendo que lavar a roupa em lavanderia ou na casa da irmã e a comida tem sido preparada com água mineral. A pouca água que chega da rua é armazenada em baldes para uso da família.
Enquanto a reportagem estava na casa, a conta da CEDAE chegou, como de costume, cobrando R$ 45,72 pelo consumo de janeiro. Ela falou que o valor sempre é igual mesmo não havendo o abastecimento.
Com a professora, Carmem Varela, aconteceu diferente. A conta recém-chegada da CEDAE cobrava R$ 216 pelo consumo de água da casa em janeiro. Ela esclareceu que o valor não condiz com a realidade e disse que vai procurar a empresa para prestar esclarecimentos.
“Não temos água e ainda temos que pagar um preço exorbitante”, relatava indignada. Carmem, que mora com seu esposo e mais a filha de apenas 6 anos, falou que a falta de água é grave e desde novembro tem tido problemas diários com desabastecimento.
Para tentar amenizar a situação, foi construída uma cisterna no quintal da casa e uma bomba leva a água para a caixa d’água. Mesmo assim, a professora mostra revoltada o banheiro sem água da residência, ela explicou que não adianta ter cisterna e bomba se a água não vem da rua. Carmem relatou que todos os anos, nos meses de dezembro e janeiro, os moradores da Rua Antônio de Souza Reis, no Paiol, têm problema com falta de água.
“A CEDAE sugeriu que a gente fizesse um abaixo-assinado”, explica Carmem que tem acionado a companhia diariamente. A falta de água também atinge a Travessa Maria Monteiro, em Nossa Senhora de Fátima. A dona-de-casa Lucia Dantas, informou que o problema é constante. “Todo dia falta água”, falou.
Ela explicou que a água chega de madrugada e de manhã, por volta das 8h, não tem mais água na torneira da casa. Segundo Lucia, há cerca de um mês, desde o final do ano passado, algumas ruas estão sem abastecimento regular, como a Albano Novaes, Pedro Álvares Cabral e Mário de Araújo. Os moradores estão revoltados com o problema e pedem uma solução imediata por parte da CEDAE afinal, as contas dos consumidores estão em dia.
Lucia disse que as famílias que moram em casas com cisternas conseguem armazenar água por mais tempo. No caso dela, que não tem cisterna, a solução é encher baldes ou qualquer outro vasilhame. “Chega a passar dois dias sem ter água e a conta não diminui, está vindo o mesmo preço”, informou a moradora.
A CEDAE informou que está ciente do problema e que enviará equipe ao local para verificar possíveis causas para o desabastecimento e providenciar a manutenção.
Comentário por
Sergio Luiz Pereira dos Santos from Rio de Janeiro, Brazil
26/02/2010 - 14:19
Voces estão reclamando de que ? Quantas campanhas políticas já apareceram faixas dos políticos dizendo : MAIS ÁGUA PARA NILÓPOLIS e muitos acreditaram nestas mesmice. Meu filho mora na Rua Getulio Vargas centro e não tem água, só com bomba, paga uma fortuna de IPTU e não tem agua normalizada. Continuem acreditando. Obs. O Viaduto é a mesma coisa chega as campanhas e lá vem as faixas VIADUTO DE NILÓPOLIS. Ate quando essa enganação?